O que um alimento transgênico pode
fazer com sua saúde?
Essa é uma questão muito
interessante que os cientistas ainda não tem um parecer definitivo, mas vale
a pena refletir sobre uma reportagem de 23 de maio deste ano exposta por
diversos meios de comunicação sérios como O Estado de São Paulo:
"Milho transgênico tem efeito nocivo
em ratos
Em entrevista ao jornal britânico The
Independent, o pesquisador Michael Antoniu, do Guy´s Hospital Medical School,
classificou os dados como "muito preocupantes do ponto de vista médico"
São Paulo - Em reportagem publicada neste
domingo, o jornal britânico The Independent revelou resultados de um
experimento segundo o qual uma variedade de milho transgênico da Monsanto
produziu efeitos nocivos sobre a saúde de ratos. Citando um relatório
"secreto" de 1.139 páginas, o texto diz que animais alimentados com o milho
geneticamente modificado apresentaram alterações no sangue e rins menores,
em comparação a animais alimentados com milho convencional.
Os resultados, segundo o jornal, colocam
em dúvida a segurança do milho transgênico para alimentação humana. Os dados
referem-se a uma variedade específica, chamada MON 863, que está nesse
momento sendo avaliada para liberação comercial na União Européia. As
plantas carregam em seu DNA o gene de uma bactéria que as torna resistentes
ao ataque de lagartas.
Em entrevista ao jornal britânico, o
pesquisador Michael Antoniu, do Guy´s Hospital Medical School, classificou
os dados como "muito preocupantes do ponto de vista médico".
A Monsanto, em resposta, disse que o
estudo não é confidencial e que os resultados foram submetidos às agências
reguladoras européias como parte do pedido de liberação comercial do
produto. A variedade, segundo a empresa, foi aprovada pela Autoridade
Européia de Segurança Alimentar (EFSA), que considerou "improvável que haja
quaisquer reações adversas na saúde humana e animal e ao meio ambiente no
contexto do seu uso proposto".
O estudo, segundo o gerente de
biotecnologia e sementes da Monsanto no Brasil, Geraldo Berger, foi
encomendado pela empresa ao laboratório de toxicologia Covance, no EUA, em
2002. Levou 90 dias e foi feito com camundongos, e não ratos, como escreveu
o Independent. "Não são resultados negativos. Alguns parâmetros apresentaram
diferença significativa entre os animais com dieta transgênica e
convencional. Porém, nada fora dos padrões normais", disse Berger. "Não há
efeito sobre a segurança do produto".
Especialistas brasileiros em
biotecnologia preferiram não comentar o caso sem ver a íntegra do estudo.
A Monsanto, segundo Berger, não tem
interesse em comercializar a variedade MON 863 no Brasil porque o tipo de
lagarta ao qual ela é resistente (diabrótica, que ataca as raízes) não é uma
praga significativa no País. O produto, segundo a empresa, é cultivado desde
2003 nos EUA e Canadá e já foi aprovado para consumo no Japão, Coréia,
Taiwan, Filipinas, Rússia e México.
Uma outra variedade, MON 810,
aguarda parecer da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para
liberação no Brasil. A CTNBio, que teve sua composição e atuação alteradas
pela nova Lei de Biossegurança, em março, está com suas atividades
paralisadas, aguardando regulamentação das normas. "